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15 de março de 2012

Tres Tres Chic

Tres Tres Chic é um projeto tipográfico coletivo trazido pela DooType (Eduílson Coan) e pela Firmorama, escritório de design de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, quase aqui do lado.

Tres Tres Chic é uma fonte para títulos e com formas bem características. É construída a partir de um modelo bem geométrico com letras bem abertas exigindo um bom espaço para suas aplicações. Seu traço é bem fino, trazendo elegância e feminilidade. As serifas que se apresentam em algumas letras reforçam ainda mais as formas e a elegância das letras.

As formas com alta dose de personalidade dos caracteres fazem com que a fonte não necessariamente precise de um texto para funcionar, como as próprias imagens mostram, seu desenho tem impacto o bastante para não precisarem de texto e mesmo assim apresentar um apelo estético muito interessante. O nome da fonte e os exemplos de aplicação me lembram muito revistas de moda, tem bem aquela carinha de designer e cai bem enquanto tudo o que é hype anda relendo a estética dos anos 80.

A fonte é toda capitular, porém possui small caps (versaletes) se necessário um certo grau de contraste entre maiúsculas e minúsculas.

Possui também Contextual Alternates que preenchem algumas letras para dar um peso mais forte no texto e Stylistic Alternates que colocam umas firulas bem interessantes nas letras.


As fontes estão a venda no Myfonts.

8 de março de 2012

Caturrita

Caturrita é uma família tipográfica desenhada por Bruno Mello que se divide em três micro famílias, Caturrita, Caturrita Extra e Caturrita Display.

A família é voltada pra textos que exigem uma certa personalidade. Possui serifas leves, porém não necessariamente pode ser caracterizada como uma serifada ou sem-serifa. Como é temperada com vários detalhes essa família exige um certo cuidado pra ser usada em textos, precisa de um espaço generoso e, da minha análise, não funciona em tamanho menor que uns 14 pt, além de exigir uma impressão de qualidade no minímo boa.

O desenho da Caturrita tem um forte aspecto caligráfico que se espalha por todas as versões. O contraste da fonte não é pesado mas é respeitável (sendo muito mais protuberante na versão display). A junção desse contraste respeitável mais a leveza das serifas faz com que fonte pareça amigável e simpática. Os pesos Medium e Bold da versão Extra tem uma firmeza bem interessante devido ao leve fechamento do engrossamento do traço em contraponto com certa irreverência que essa família tipográfica carrega.

A Caturrita Extra possui uma boa dose de ligaturas e caracteres alternativos; possui também algarismos alinhados e de texto (oldstyle). A Caturrita Extra, como o próprio Bruno Mello me explicou por email, “nasceu de uma remodulação de quase todo o mapa de caracteres da Caturrita, desde os numerais, alguns acentos, toda a caixa alta e todas as ligaturas”, e, como no olhar do autor os detalhes saltam muito mais aos olhos, Mello lançou uma nova versão melhorada da Caturrita.

Caturrita Extra possui quatro pesos: Light, Regular, Medium e Bold e, devido ao seu desenho característico, pode também ser usada em títulos.

Porém, se seus títulos exigem uma diferenciação um pouco mais respeitável, Caturrita traz a versão Display como solução dos seus problemas. Como é de praxe, seu contraste é muito mais exagerado — tirando o peso Thin, cuja proposta em si limita o contraste. Aqui as serifas são bem mais pronunciadas e, devido ao contraste, os caracteres são mais fechados e com isso ela ganha um pouco mais de charme.

Caturrita Display possui cinco pesos pesos: Thin, Light, Regular, Medium e Bold.


As fontes estão a venda no Myfonts:
Caturrita (a caturrita Extra é uma melhora da Caturrita, então minha sugestão, é comprar direto a versão Extra que possui um melhora sensível no desenho).
Caturrita Extra
Caturrita Display


As imagens foram tiradas do MyFonts
Agradeço ao Bruno Mello pelos esclarecimentos via email.

16 de junho de 2011

Fs Pimlico

Com uma cuia de chimarrão, num dia não tão frio, decidi escrever uma análise descompromissada sobre a última família tipográfica lançada pela Fontsmith (Conhece? Bem, deveria!).

Com essa carinha de yogurte, FS Pimlico é uma bela família com 4 pesos (regular, bold, black e glow) mais três itálicas. Normalmente só faço reviews de fontes desenhadas por brasileiros, e dessa vez não seria diferente.

FS Pimlico foi desenhada por Fernando Mello e é baseada na escrita com pincel e na linguagem visual dos anos 70. A Fontsmith tem um catálogo com uma alto grau de personalidade, e com a FS Pimlico não podia ser diferente, carregada de adjetivos fofos e carinhosos, ela exala simpatia e doçura, porém tem carrega uma estrutura de workhorse — aquela fonte que serve pra tudo.

É engraçado como existe um ideal de que o que é multi-tarefa não pode ter personalidade, como tem que ser chato e sem graça, mas as vezes aparece uma forma que se adequa a diferentes situações, ao mesmo tempo que traz um ar de humanidade e bom humor lembrando que não é porque é sério que precisa ser chato.

Particularmente gostei muito da FS Pimlico e sinto falta dessa linguagem descontraída para situações é complicadas.

Queria ressaltar também que a FS Pimlico cai como uma luva no catálogo da Fontsmith. Não sei colocar em palavras, mas a Fontsmith consegue resolver seus problemas com atitudes autorais. Não sei se é a direção do Jason Smith que consegue manter uma linha de raciocínio em diferentes estéticas, mas eu vejo uma unidade dentro dessa diversidade de formas que a Fontsmith traz.


FS Pimlico está disponível para venda no site da Fontsmith.

Imagens retiradas do site da Fontsmith.

22 de outubro de 2010

Alegria!

Outras Fontes, foundry de Ricardo Esteves, lançou ontem a família de tipos Alegria.

Alegria é uma fonte display, ou seja para títulos e textos curtos. Seu desenho tem um pouco de influência da caligrafia, um traço irregular e algumas terminais meio cruas – principalmente em maiúsculas como K e R. Suas formas curvas fazem com que sua imagem alegre se espalhe por todo a peça visual.

A família tem quatro pesos: regular, bright, fill e caps.

O peso caps é feito das capitulares e de versalletes.

O peso bright lembra as letras esculpidas em pedra, e faz parte de um estilo chamado open face, onde as letras tem umas aberturas que dão certa tridimensionalidade ao texto.

O peso fill, que tem só versais e versaletes, funciona como uma segunda camada que pode dar cor a tridimensionalidade ao texto. Esse efeito, apesar de simples, pode enriquecer muito a composição de uma peça gráfica. Esse peso pode ser usado tanto com o peso bright como com o peso caps.

Apesar de ser uma família voltada para títulos, eu gostaria muito de ver um peso dessa família para textos. Acho que esse traço com pouco contraste em fontes sem serifa é muito pouco utilizado em projetos de type design, mas muito fácil de ser aplicado a vários trabalhos.

Arrisco ainda a dizer que essas formas irregulares nas letras, mas regulares na família tipográfica, são uma expressão típica latino-americana, porque traz uma a irreverência exatamente onde ela pode existir, e deixando a seriedade para a ordem e harmonia do conjunto.

18 de outubro de 2010

Ataxia, um novo tipo de Daniel Justi

Ataxia é uma família tipográfica desenhada para textos longos, com uso focado em revistas e livros. é a segunda fonte lançada por Daniel Justi e a primeira para textos longos.

O tipo tem uma altura-x generosa com descendentes curtas, um contraste médio e bem vertical.

Ataxia tem serifas geométricas e com cortes secos. suas terminais seguem essa mesmo desenho, porém os cortes nem sempre são regulares.

A meu ver, esse tipo de serifa são uma evolução das slabs serifs (serifa quadrada).

Elas enganam os olhos, pois em tamanhos pequenos, os cortes secos viram curvas em algumas letras e retas e secas em outras. essa desuniformidade, além de um traço do nosso tempo, torna a página muito rica.

Essa família pode serve também para uso corporativo. as formas geométricas, o desenho claro e a forte linha vertical faz com que Ataxia tem um desenho notável e confiável.

As itálicas merecem uma olhada especial. as soluções utilizadas no z, y e g são muito interessantes e dão uma personalidade muito forte à família tipográfica. destaco ainda o corte seco na lateral do e o tamanho generoso dado ao a. como lhes é natural, as itálicas são uma delícia.

Ataxia está a venda no pesos regular e bold com suas devidas itálicas. possue small caps, numeros alinhados e desalinhados, ligaturas e está sendo vendida pelo myfonts e pela youworkforthem.


* As imagens foram tiradas dos sites onde a Ataxia está a venda.

7 de maio de 2010

Monarcha — uma fonte para texto com muita alma!

a maioria das fontes de texto são meio ausentes, tem desenhos que já estamos acostumados, tão acostumados, que nem notamos mais.

dizem alguns tipógrafos, que esse é o ideal para uma fonte de texto. porém nem todo trabalho de design, é comum, nem todo livro é apático, muito pouco texto é imparcial.

Monarcha, família tipográfica desenhada por Isac Rodrigues, que ganhou o certificado de excelência no Tipos Latinos, é uma dessas fontes exageradas e incomuns, e não por isso menos atraente. isso a torna visível e perceptível além de fazer com que olhares percebam uma coisa diferente, mesmo sem saber dizer o que é.

além de ter um desenho inconfundível, a fonte é cheia de recursos opentype, com glifos alternativos, small caps (versaletes), stylistic sets, frações, números alinhados e de texto, mais de 40 ligaturas e tem suporte para báltico, turco, línguas do centro e do oeste europeu.

Monarcha está a venda no myfonts ou, com desconto para brasileiros, direto com isac rodrigues

Posted via web from impreciso

29 de abril de 2010

novas slab's da Sudtipos

primeira, desenhada por Daniel Hernández, se chama Hernandez Bold, uma fonte display, com inktraps bem estranhas. particularmente, não gostei.

a segunda, digitalizada por Ale Paul, se chama Inlove. Foi baseada no trabalho de Ariel Di Lisio—designer de Buenos Aires—tem como característica principal a diferença de contraste na mesma família e alta geometrização.

a terceira, também desenhada por Daniel Hernández, se chama Rita e vem nos pesos Fat & Bold. foi baseada nos tipos de madeira do século XIX e pode criar formas bem interessantes em títulos e cartazes.

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4 de novembro de 2009

ITC Chino

desenhada por hannes von döhren e livius dietzel para a itc, a itc chino é uma fonte opentype que vem com ligaturas, versaletes, numeros proporcionais, tabulares e no em estilo antigo (oldstyle figures), fração, numerador, sobrescrito, subescrito e flechas.

a versão text foi desenhada nos pesos light, regular, médio, bold e black com suas devidas itálicas, enquanto a versão display vem nos pesos thin e black.

a boa é que a itc chino text black italic é de graça até dia 31 de dezembro! o link pra download está no site itcchino.com.

28 de outubro de 2009

death ray

tony de marco redesenhou a ariana, uma das primeiras fontes que ele fez em 1991 com o fontographer.

foi feita no fontstruct e é grátis!

23 de outubro de 2009

a silent cresceu!

a silent, de daniel justi, ganhou mais dois pesos e suas devidas itálicas!

sempre achei que ela merecia umas versões mais encorpadas, e o justi caprichou nelas!

compre no myfonts.com.

Posted via web from impreciso

20 de outubro de 2009

nova da emigre, o marido de mrs eaves

direto da emigre, mr eaves sans & mr eaves modern.

a mr eaves modern com um aspecto bem geométrico e mecânico lembrando algumas fontes sem serifa da década de 30 – 40 do século passado.

já a mr eaves sans com as medidas, cor e proporção muito parecida com mr eaves original. a altura-x pequena faz com que ela seja uma família bem delicada e, na minha opinião, deve ser muito bem estudada antes de ser aplicada em algum texto.

eu não sou muito fã dessas fontes com altura-x pequena, mas o desenho da mr eaves dá vontade de usar.

uma sans delicada e muito bela, desenhada pela zuzana licko, não completamente fiel a serifada, mas com licensas poéticas muito bem vindas.

além do peso regular a mr eaves sans e modern tem a versão bold e heavy com suas devidas itálicas verdadeiras. a versão bold é fiel a regular, porém a heavy já é mais pesada para maior ênfase.

a venda aqui.

Posted via email from impreciso's posterous

7 de outubro de 2009

type design foi lançada a fs jack, fonte desenhada por fernando mello e jason smith. essa é a primeira fonte, comercial ao menos, que fernando mello assina desde que entrou na font smith. ela tem vários pesos, light, regular, medium, bold com seus respectivos itálicos mais fs jack poster. os itálicos são verdadeiros, não só uma versão inclinada. ainda possui recursos open type como versaletes, algarismos de texto, alinhados, e oldstyle figures, frações e ligaturas comuns.

1 de outubro de 2009

tungsten

tungsten a tungsten foi lançada a duas semanas atrás. foi super elogiada pela blogosfera tipográfica não só pelo seu desenho, mas também pelas ótimas aplicações nas prévias. hoje, site da h&jf saiu uma entrevista com brian hennings onde ele fala sobre a própria tungsten e sobre como é utilizar as famílias tipográficas antes mesmo de serem lançadas.

30 de setembro de 2009

neue swift foi "relançada" pela linotype. essa nova versão tem recursos opentype e uma expansão de caracteres. a swift foi desenhada pelo gerard unger para a dr. ing. a dr. ing foi a primeira empresa a montar uma máquina digital de tipografia (a impressora). a dr. ing muitos clientes, a maioria jornais, e na década de 80 a swift teve um grande impacto no design dos jornais. em 1995, unger redesenhou, desde o começo, a swift para uma versão digital em post-script. o que antes eram fontes separadas, small caps e oldstyle figures, agora estão tudo junto na neue swift. a neue swift suporta línguas do centro e do leste europeu. fonte: linotype

21 de agosto de 2009

discord™

essa semana rafael neder lançou seu projeto de três anos, a discord™. uma fonte inspirada na estética das máquinas e no conflito humano com elas, discord™ é uma família flexível de dezesseis pesos desenhados para grande quantidade de projetos.

nova irma sans & slab da typoteque

uma fonte display somente nas letras capitulares da typoteque. ela tem uns recursos opentype pra criação de texturas e padrões.

14 de agosto de 2009

ff duper

do martin plus a venda na font font, uma fontezinha bonitinha, talvez alternativa a comic sans. ela tem uma pancada de glifos, stylistic alternates, ligaturas, flechas, suporta 40 línguas (na versão pro, suporta 64), e era pra ser um projetinho rápido de brincadeira...

11 de agosto de 2009

nova silent light de daniel justi



a venda no myfonts, ou, com 50% de desconto, pelo email do próprio.

15 de junho de 2009

um dia de monospace

hoje vi dois lançamentos nas fontes monospace, utilizadas principalmente por programadores e em programas de programação. a primeira foi a anonymous pro, uma versão melhorada da anonymous tm, com a correção e uma maior diferenciação entre caracteres como O, 0, I, l, 1, etc. a segunda veio da apple, que decidiu deixar a monaco de lado pra utilizar uma customizada baseada na bitstream vera sans mono. pra nós não faz muito diferença, mas as diferenças de alguns caracteres em específicos podem ajudar muito na correção e leitura de um código.

13 de maio de 2009

já vai parecer jabá

mas o que posso fazer, o cara tá criando um monte de fonte! mais uma do ricardo esteves! a force. tem vários pesos e uma versão dingbats que está de graça no myfonts (só leia a licensa antes, respeite a camaradagem do próximo!).
"Todas as métricas, kernings, ligaturas e outros OT features estão iguais nas duas fontes (Regular e Shadow), fazendo com que a superposição das duas, em um mesmo tamanho de corpo e com o mesmo alinhamento, fique com o encaixe perfeito."
ricardo esteves comentando da possibilidade de utilizar a sobreposição das fontes. além dessa pequena maravilha, semana passada a linotype passou a distribuir o catálogo da outras fontes, foundry de ricardo esteves. a force por enquanto só no myfonts. logo rola uma promoçãozinha para brasileiros.