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22 de março de 2012

Tipografia é arte?

Tipografia é arte? Isso é como perguntar se fotografia é uma arte. Certamente existem fotógrafos e tipógrafos cujas ideias e técnicas elevam seu trabalho ao nível da arte. Mas em seu próprio cerne fotografia e tipografia se portam com uma função utilitária. O componente estético é separado. Sendo um tipógrafo efetivo é mais sobre habilidades do que bom gosto.

Matthew But­t­er­ick em seu texto O que é tipografia.
Não concordo com a explicação dele sobre o que é tipografia, porém esse parágrafo que fecha o texto traz uma questão muito interessante sobre o papel do tipógrafo e de qualquer profissional que trabalha com criatividade.

29 de fevereiro de 2012

A elegância das coisas velhas

Nós como designers lutamos por soluções que sejam elegantes, então, o que é tão interessante nesta história, é como ela parece sugerir que a solução mais elegante, em algumas cituações, não deve ser criar algo novo. A iluminação está para ser achada na substituição ou recomposição, não pelo caminho da adição.

por Frank Chimero

31 de janeiro de 2012

Dois problemas

Tem dois problemas para type design e tipografia acontecendo. O primeiro, enquanto tem altos Baixos1 , temos que olhar para a massa perdida que pega seus smartphones ou qualquer aparelho similar e faz a sua própria “comunicação tipográfica”. Precisamos de programas (…) que façam mais que ordenar linhas de texto (tipos), mas que verdadeiramente ajude as pessoas na composição e no lay-out. MS Word, por exemplo, ainda começa com uma página padrão com meia polegada de margem dos dois lados e uma fonte muito pequena. Temos a mesma coisa na web — colunas muito largas que são ilegíveis.

Segundo, temos que lutar por altos mais Altos1. Como vimos no design de revistas e sites, se o comum aumenta a qualidade, o melhor design tem que ser mais adequado, mais limpo e mais profissional. Ele tem que mandar a bola lá pra fora do estádio2.

Roger Black

1 — Não achei melhor tradução pra essas expressões, mas é um joguinho com altos e baixos, highs and lows

2 — Metáfora com o baseball

10 de janeiro de 2012

Padrões que reforçam

Olhando pra arte, a primeira impressão da pintura The Ambassadors de Hans Holbeins mostra um senso do todo: dois homens da aristocracia vestidos com roupas renascentistas se apoiando em uma prateleira como se fossem duas portas de um armário. Mas quando o espectador lê o resto da imagem, meta-histórias de partes de um todo se desdobram: um crucifixo cinza, instrumentos científicos, o alaúde com a corda quebrada e o famoso crânio desenhado em uma perspectiva anamórfica. Quando isso se aplica a comunicação contemporânea, padrões permitem você responder para seus clientes como parte da marca.

por Marc Shillum. Nesse texto ele defenda a ideia de criar padrões variáveis ao invés de repetições, marcas são mais que símbolos gráficos, pequenas ideias são mais valorosas e adaptáveis que tratamentos visuais.

14 de dezembro de 2011

Como contratar um Ilustrador

…em sete dilemas simples.

Dilema Nº1: Foto ou ilustração?


Houve tempo em que toda a publicidade impressa era feita à base de ilustrações. Hoje em dia, depende.

Embora seja no fim das contas uma briga dura, uma ilustração pode por vezes transmitir uma determinada idéia com mais impacto e clareza do que uma fotografia. A ilustração aponta para o lado de dentro do cérebro: ela despe a mensagem de todos os acessórios não-essenciais e concentra-se no que você quer mostrar, dizer, transmitir. Uma incisão sensorial, por assim dizer – coisa cirúrgica.

Uma ilustração pode fazer um mascote melhor, um mapa mais legível, um apelo mais claro. A fotografia abre, a ilustração fecha. Fotografia é amor, ilustração é sexo – o que também quer dizer que podem idealmente conviver uma com a outra sem maiores problemas.

Dilema Nº2: Qual estilo?

Há os ilustradores que especializam-se num estilo ou dois e há os renascentistas – que querem abraçar o universo e exploram mútliplas possibilidades de estilo e de materiais empregados. O melhor ilustrador é o cara que consegue lidar com o estilo apropriado à sua mensagem e ainda deixar a coisa com um sabor único e muito pessoal.

Uma xilogravura, um bico de pena, uma aquarela, uma pintura a óleo ou um desenho a pastel? Cada mensagem exige o seu próprio estilo; um ilustrador confiável pode ajudá-lo a encontrar o estilo apropriado para a sua mensagem ou confirmar as suas suspeitas, se você já tiver alguma.

Dilema Nº3: Copyright – ou,
de quem é e pra quem fica?

A não ser que fique estabelecido no contrato, o ilustrador permanece dono dos direitos de reprodução (copyright) do trabalho que faz. Você em geral compra o direito de usar determinada ilustração por determinado período de tempo e com determinado propósito. Se o tempo de uso previsto for prolongado, ou se você pensar em utilizar a mesma ilustração em outro meio, deve voltar ao ilustrador para discutir uma nova remuneração.

Exceções importantes são personagens, ilustrações de embalagens e mascotes, cujos direitos de reprodução um contrato deve prover que permaneçam para sempre com você. Fazer diferente pode ser arriscado.

O ilustrador pode ainda exigir crédito: ou seja, que em algum lugar junto da ilustração, onde quer que ela seja usada, uma pequena frase ou assinatura mostrem que foi ele que fez.

Dilema Nº4: Quanto custa?

Digamos que vale mais do que você vai acabar pagando.

Dito de outra forma, uma peça é em geral orçada a partir de dois critérios básicos: (1) complexidade e (2) aplicação.

(1) A complexidade depende do meio empregado (bico-de-pena, aquarela, pintura a óleo) e do grau de realismo da ilustração. Quanto maior o realismo, maior a complexidade.

(2) A aplicação mede onde você vai usar a ilustração que está pedindo. Aplicação restrita é usar a ilustração somente numa embalagem, numa capa de livro ou num cartão de visitas. Aplicação ampla é usar a ilustração no seu produto, em cartazes na sua empresa e numa campanha publicitária com direito a outdoor, peças de jornal e revista e inserções na televisão em rede nacional.

De modo geral, quanto menor a complexidade e menos ampla a aplicação, menos você tem de pagar.

Dilema Nº5: O preço da pressa: o fator “para-ontem”

A pressa é inimiga da negociação – uma ilustração feita para ontem pode custar muito mais caro do que, digamos, uma para amanhã. Dependendo do tamanho da pressa e do projeto, um ilustrador pode sentir-se à vontade para cobrar até 50% a mais do que cobraria em condições normais de temperatura e pressão. Você também é, naturalmente, livre pra procurar outro ilustrador que se submeta às suas exigências.

Dilema Nº6: Como saber se vai ficar como eu quero?

Em primeiro lugar, um ilustrador confiável vai saber dizer se o que você quer é realmente o que você precisa. Ouça o cara.

Dito isso, especialmente em se tratando de projetos grandes e custosos, o ilustrador pode requerer pelo menos uma remuneração parcial pelo trabalho que teve, caso você volte atrás no pedido ou resolva não aprovar a coisa.

Em geral, no entanto, você só paga pelo que aprova.

Para evitar a rejeição é fundamental um briefing bem passado – isso é, ilustrador e cliente conversarem até à plena satisfação sobre o que é preciso ser feito, como e quando. Se você aprovar o esboço que o ilustrador fez depois dessa conversa, e se ele se mantiver fiel ao esboço, espera-se que você aprove e pague.

Dilema Nº7: Qual é o trâmite?

Como tudo no mundo, a coisa começa com uma conversa sem compromisso. Você e o ilustrador conversam, discutem estilo, complexidade e aplicação e ele fica de te mandar um orçamento. Aprovado o orçamento e o prazo, o ilustrador faz um esboço do que tem em mente e manda pra você aprovar. Aprovado o esboço, o ilustrador faz o que você pediu, manda o trabalho (espera-se, dentro do prazo) e você (espera-se) aprova.

Você ou a sua agência de propaganda pagam o ilustrador, usam a imagem dentro dos limites combinados e ficam ricos e famosos.

Depois todo mundo se encontra pra tomar um cafezinho ou receber algum prêmio numa festa em que ninguém quer ir.

É o preço da fama.

Texto e ilustrações do genial Paulo Brabo

7 de dezembro de 2011

Visão criativa

A coisa engraçada sobre uma visão criativa (…) é que requer um conjunto de regras que é quase o oposto de devagar — deliberação cuidadosa que normalmente ordena nossas vidas. Normalmente, eu e você, sentamos em reuniões pra descobrir a melhor maneira de fazer alguma coisa. Isso acontece porque as metas são mais altas quando você já tem uma empresa e uma marca para proteger. Mas quando você não tem nada ainda, essas metas vão pela janela. A coisa mais preciosa que você tem é o momento — a energia que vai desvendar sua visão.

Tenho visto isso em primeira mão ultimamente, com um amigo meu que tem tentado fazer crescer um aplicativo para o iPhone do chão. Enquanto eu busco uma aparência polida e a melhor funcionalidade, os fundadores simplesmente enfatizam no progresso a qualquer custo, mesmo que isso signifique fazer protótipos que são ridiculamente toscos! Enquanto meu instinto é fazer as coisas perfeitas, os fundadores perceberam que a perfeição é algo que só acontece depois que você tem um produto para aperfeiçoar.

Essas máximas são mesmo super concisas e abrem o caminho para reafirmar um dos princípios fundadores do chamado Design Thinking*: A ideia de criar protótipos assim que possível e falhar o mais rápido que possível para que você possa evoluir para algo fenomenal. Isso não significa que você precisa falhar publicamente, mas falhas devem ser cometidas e não só pensadas. Get it done!†

Cliff Kuang, fundador da Co.Design



* O que chamam por aí de Design Thinking eu costumo de chamar de processo criativo, resolvi por estilo de vida tomá-los como sinônimo…

† Algo que pode ser traduzido como Tenha isso pronto ou Faça alguma coisa, acho que é expressão muito forte que não achei como trazer para o português

2 de setembro de 2011

O credo de um designer

Antes de me contratar, você deveria saber…

Eu sou designer. Não sou um par de mãos. Não sou uma ferramenta. Não sou alguém que simplesmente sabe usar um software gráfico ou programar um site. Você está me contratando pela minha habilidade de mandar uma mensagem específica através da comunicação visual. Como eu faço e o que eu uso são subordinados a isso.

Eu posso me vestir casualmente, mas isso não significa que sou desqualificado ou que não tive educação, nem que meu ofício requer uma quantidade menor de disciplina.

Quando eu leio um livro, eu observo as margens, a entrelinha, e a seleção das fontes para avaliar sua leiturabilidade. Eu olho anúncios de revistas por alguns minutos, entendo a forma de hierarquia sem ler uma palavra sobre o produto. Eu reverto a engenharia das melhores marcas e campanhas de propaganda sempre que estou exposto à elas. Enquanto encho o tanque do meu carro, observo a bomba e decido o que deveria mudar para melhorar essa interface. Você pode sair do seu trabalho depois das 18h e ser você mesmo à noite, mas eu não. Design não é minha carreira; é meu estilo de vida. Eu sou designer o dia todo, todo dia. Tirar isso da minha vida seria como arrancar alguém da sua religião.

Sim, design é uma grande coisa!

O que eu quero

Se procura sexo casual, então está no lugar errado. Design — bom design — não é um objeto, não é fazer uma logo, ao invés disso, é um processo, é sobre comunicar visualmente a atitude do seu negócio para clientes demograficamente específicos. Logos, brochuras, sites — isso são simplesmente manifestações físicas do processo. Então, se você só quer um logotipo e não se preocupa com um processo mais profundo (o que eu admito que as vezes é o caso) não venha até mim, vá até uma grande agência, lá eles têm muitos funcionários trabalhando para ter as soluções rápidas que você precisa.

Eu estou aqui pra fazer a coisa de verdade. Eu quero relacionamento. Quero entender sua marca, seu negócio e seus clientes. Esse entendimento será o fundamento para a solução gráfica correta e mais efetiva.

Escrito por Scott Jensen

20 de junho de 2011

Rapidinha: Design vende mais?

Aí é que tá, se você perguntar para os professores de design nas faculdades, ou para alguns profissionais por aí, eles vão dizer que sim, mas essa resposta ou é mentira ou ele não está completamente respondida.

Uma cadeira confortável vende mais que uma cadeira bonita? Ou uma cadeira que o Gugu promove não vende mais que uma cadeira desenhada pelo Índio da Costa? O design não tem poder de venda por si só, ele é só mais uma parte na cadeia de produção. O design só venderia mais se ele atuasse em toda a cadeia de produção, desde o desenho no papel até a forma de venda e promoção e aí é que está a pergunta mal respondida.

Um logotipo adequado, um impresso bem pensado, um produto bem desenhado são só partes de um processo que parte do chão de fábrica e vai até a loja, lojistas, representantes, vendedores e anunciantes. É uma caminho longo, e dificilmente um designer atua em todas as fases.

Por isso, se seu cliente perguntar se o seu trabalho de design vai dar resultado em vendas, a resposta mais adequada é: você vai levar a sério o que eu falar, vai deixar eu interferir na sua produção, venda e ponto de venda? Meu trabalho como designer pode te ajudar a vender mais, mas isso não depende só de mim, mas até onde você quer que eu interfira.

11 de abril de 2011

A desimportância do design

Sou filho de designer, meu pai é designer de móveis. Algumas empresas, quando contratam meu pai, tem a expectativa que esse produto, feito por um designer, seja a solução para seu negócio.

Em parte, o design ajuda um produto a se vender, mas essa parte é muito pequena. Pra quem entende lhufas de design (a maioria das pessoas), o produto feito por um designer e um produto feito por qualquer um não tem a menor diferença. Provavelmente a maioria da população só sabe que o produto é feito por um designer quando ele é assinado.

Alguns designers defendem a ideia do design transparente, como se o design nunca devesse aparecer, a forma deve sempre ser serva da função. Essa ideia me parece pretensiosa, porque não acredito que alguém que nunca teve contato com design perceba ao ver uma cadeira, um logotipo, ou um livro o “design” da peça.

Um produto não contém design, o design vem antes de dele ficar pronto. O produto pode ser feito por qualquer um, e qualquer um pode dar sorte e acertar e vender pacas, porém o design é uma disciplina que procura soluções ao problema colocado. O designer consegue trabalhar a partir das limitações e criar algo que caiba nas especificações do cliente e adequar isso ao mercado, mas o problema de uma empresa dificilmente é só acertar no produto, normalmente é toda uma estrutura que precisa de adequações.

É presunção nossa achar que todo mundo entende qual o nosso trabalho. É fácil compreender o que é um logotipo, porém seu processo de desenho (seu design) é algo abstrato, mesmo que possa ser descrito. Design é um meio, e não um fim. A diferença de um designer para um “micreiro” não está no produto realizado mas no caminho que se toma pra chegar naquele produto.

Dessa forma o designer deveria ter também uma função de consultor, pois somente seu trabalho (desenhar um produto, peça gráfica ou digital) não garante sucesso, o design complementa toda uma estrutura que já deveria estar funcionando. Um bom produto não se vende sozinho, da mesma forma que um produto ruim pode vender muito bem.

O design não garante a venda de um produto, mas ele garante um produto muito mais inteligente e adequado com as limitações impostas. Por isso, um dos argumentos usados por algum designers (design vende mais) é mentira. Quem vende mais é vendedor, o design se preocupa em desenhar algo, com o conjunto das necessidades do cliente, necessidades e desejos do mercado e limitações de produção. O método de venda nem sempre é preocupação principal do designer, mas se ele quer vender mais, é bom ficar de olhos abertos, pois o mercado é tão previsível e imprevisível como as pessoas.

2 de dezembro de 2010

Mudanças

Esse blog já passou por algumas mudanças. Em termos estéticos essa é a segunda. Mas já teve mudança de assunto, de estrutura, de função e até de assunto. Mas uma vez, além da mudança estética eu pretendo aumentar meu leque de atuação, ao menos nesse blog.

Eu gosto de escrever, gosto de escrever sobre tipografia, mas não tenho tanto tempo para estudar e escrever sobre esse assunto como gostaria. Eu precisava estar mergulhado mais profundamente e ter muito mais experiência pra conseguir escrever posts profundos o bastante sobre assuntos relevantes a tipografia brasileira, para conseguir suprir minhas expectativas.

Isso não quer dizer que vou abandonar a tipografia, ou que ela não vai mais fazer parte desse blog, porém ela vai deixar de ser o único assunto desse blog, para ser um dos assuntos, ou a plataforma para um universo maior…

Então resumindo, mais uma vez vou mudar os rumos desse blog. Quero escrever mais, sobre mais coisas. Falar de design (a profissão e a coisa que ele é), criatividade, arte tendo como ponto de partida o mundo tipográfico.

A princípio já tenho três post pensados: um sobre minha filosofia de design, um sobre o ensino da tipografia no brasil e um sobre a poética do desse blog (você pode ler poética como função/ história/ minha visão do Impreciso). Esse último deve ser o primeiro, mas provavelmente ele só sai na semana que vem…

Por fim, um pedido

Também, ando pensando em colaboradores, mas como não falei com ninguém sobre isso, deixo o espaço aberto. Se quiser postar alguma coisa por aqui, mande a ideia (só a ideia, não ele inteiro) do seu texto para meu email e a gente conversa.

7 de setembro de 2010

Steve Jobs falando sobre Paul Rand

2 de junho de 2010

Pra isso que serve o design...

A figura acima é a comparação do mapa original do metrô de Nova York (esq.) com o Kick Map (dir.).

Kick map foi desenhado para facilitar e encorajar a utilização dos metrôs.

link: kickmap.com

12 de maio de 2010

capas da Revista Tupigrafia 9

Revista Tupigrafia # 9 - Capa de Dimitre Lima

Revista Tupigrafia # 9 - Capa de Claudio Rocha

Revista Tupigrafia # 9 - Capa de Guto Lacaz

via designices.

e se estiver em sp, apareça no lançamento da revista!

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10 de novembro de 2009

comic sans

um uso adequado da comic sans faz com que a fonte nem pareça tão ruim assim...

essa imagem é do flickr da organización contra el abuso de la comic sans que reúne usos da odiada e amada fonte.

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29 de outubro de 2009

futuro do jornal

esse vídeo é do blog garciamedia.com. este contem várias informações sobre design de jornal impresso.

dizem que jornal impresso é uma mídia com seus dias contados, mas eu acho cedo pra afirmar tal coisa. o jornal pode vender menos comparado com alguns anos atrás, mas, talvez, o que o jornal precise é mudar de foco, ao invés de ser um canal que informa os acontecimentos diários, ser uma compilação crítica dos acontecimentos mais relevantes.

estamos em tempos de honestidade, e eu acredito que os jornais deviam assumir seus reais interesses, dizer os candidatos e políticos que apoiam, ao invés de lutar por uma falsa imparcialidade. é talvez nessa "honestidade" que esteja a vida e a razão do existir do futuro jornal impresso!

como mário gárcia acredito que o design pode ser um facilitador para o jornal impresso, mexendo não só com o visual, mas também no estilo literário aplicado nos textos jornalísticos.

23 de outubro de 2009

tá bonito!

a cnn vai lançar um site novo na segunda feira.

o site novo tem um grid mais consistente, imagens grandes (uma tendência em termos de jornal), e o texto parece bem mais leve do que no site atual.

mais imagens no techcrunch.com.

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18 de outubro de 2009

olimpíadas de londres

estes são os pictogramas que vão ser usados nas olimpíadas de londres. sozinhos eles parecem bem feios. mas aplicados ficaram bem interessantes. feitos pela someone.

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aquela velha discussão

numa daquelas discussões entre qual é certo, logomarca (verbete que está no aurélio e no michaelis), logotipo, mario amaya trouxe a seguinte resolução.

O dicionarista é um tipógrafo ou designer? Não, ele coloca no léxico aquilo que ouviu falar de alguém que espera estar corretamente informado sobre sua especialidade. Mas esse alguém pode estar equivocado. É assim que entram nos dicionários muitos erros conceituais, que o público assimila sem contestar por ter sido acostumado desde cedo a confiar no dicionário como uma autoridade absoluta e inquestionável. Acordem: não existe autoridade absoluta e inquestionável em nenhum ramo da ciência humana. Logotipo refere-se originalmente ao lettering ou wordmark, o arranjo de letras padronizado, característico e único da marca. O símbolo, ideograma, emblema, sinal ou ícone pode ser agregado ao lettering ou funcionar sozinho, assim como o wordmark. Logotipo já inclui o suposto sentido adicional de logomarca. Logomarca, aliás, é jargão de marketing e não de design. Marca ou brand vai além do símbolo e do wordmark e inclui as associações implícitas e subjetivas, como filosofia cultural e percepções pessoais associadas ao produto ou empresa. Por isso, marca não pode ser usada no mesmo sentido de logotipo e branding é uma atividade mais complexa que design gráfico.

eu acredito que logotipo é o certo, mas não entro na discussão a não ser que seja necessário. para os clientes não faz muita diferença, mas na literatura e no estudo/ ciência do design faz bastante diferença. os nomes/ nomenclaturas são muito importantes, nomes diferentes tem significados diferentes, mesmo que para a grande maioria não faça muita diferença (tudo é semiótica!).

e como já disse antes, o design é feito dos pequenos detalhes, são eles que fazem a diferença a longo prazo.

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links no impresso

o information architects trouxe uma ideia interessante para a conexão multimídias no redesenho do jornal tages anzeiger, da suíça.

as palavras em azul (veja a figura abaixo) seriam tags (no vocabulário da internet isso significa palavras chaves) que ao serem digitadas no busca do site dariam na própria notícia, ou em outras que contenham a mesma tag ordenadas pela data.

uma ideia simples que traz os links da internet para o jornal impresso (obviamente, o "clicar" no jornal não funciona) facilitando a navegação, colaborando com a integração multimídias.

as palavras em azul também faz com que o leitor escaneie rapidamente a matéria.

eles não ganharam a concorrência mas a história dos erros e acertos está narrada aqui, por eles, e aqui, pelo garcia (os dois são em inglês).

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15 de outubro de 2009

montros japoneses

monstros

via @tipoforme. tem mais no pink tentacle.