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7 de março de 2012

A incrível estratégia do Super-homem

Quem sabe, isso pode até ter uma aplicação de branding…

O Super-homem, como já dizia Bill, personagem de Kill Bill, é um super-herói diferente pois ele é o único que quando se veste de super herói tira sua fantasia. Sua máscara, na verdade, é a de Clark Kent, junto com os óculos vem toda uma personalidade meio babaca que não sabe o que falar, é sempre meio desastrado e vive de babar para sua chefe gostosona que só conquista quando assume sua real personalidade de Super-homem. Já vi muita gente criticar que aqueles óculos não seriam capazes de esconder a identidade de um cara como o super-homem, porém não são só os óculos que fazem o disfarce do Super-homem, um disfarce não é só estética, é um jeito de ser e de se portar que escondem o Super-homem, nunca que um cara que mal consegue conversar com uma mulher pode ter a capacidade de conseguir salvar o mundo de gente tão engenhosa como Lex Luthor.

Se caso ainda não tenha pego o click, aqui vem a galinha dos ovos de ouro. A surpresa é muito mais efetiva que o óbvio, talvez criar algo que surpreenda, mas que pareça babaca, desajeitado e desengonçado e que quando você experimenta logo se apresenta como digno de sucesso e de recomendação a todas as pessoas que você conhece, ao contrário de todo o resto que parece excelente mas no fim das contas é o mesmo que tudo que vemos por aí, me parece muito mais efeciente.

Agora, o difícil é convencer alguém a pagar a conta por isso, mas esse é outro problema…

10 de janeiro de 2012

Padrões que reforçam

Olhando pra arte, a primeira impressão da pintura The Ambassadors de Hans Holbeins mostra um senso do todo: dois homens da aristocracia vestidos com roupas renascentistas se apoiando em uma prateleira como se fossem duas portas de um armário. Mas quando o espectador lê o resto da imagem, meta-histórias de partes de um todo se desdobram: um crucifixo cinza, instrumentos científicos, o alaúde com a corda quebrada e o famoso crânio desenhado em uma perspectiva anamórfica. Quando isso se aplica a comunicação contemporânea, padrões permitem você responder para seus clientes como parte da marca.

por Marc Shillum. Nesse texto ele defenda a ideia de criar padrões variáveis ao invés de repetições, marcas são mais que símbolos gráficos, pequenas ideias são mais valorosas e adaptáveis que tratamentos visuais.

20 de junho de 2011

Rapidinha: Design vende mais?

Aí é que tá, se você perguntar para os professores de design nas faculdades, ou para alguns profissionais por aí, eles vão dizer que sim, mas essa resposta ou é mentira ou ele não está completamente respondida.

Uma cadeira confortável vende mais que uma cadeira bonita? Ou uma cadeira que o Gugu promove não vende mais que uma cadeira desenhada pelo Índio da Costa? O design não tem poder de venda por si só, ele é só mais uma parte na cadeia de produção. O design só venderia mais se ele atuasse em toda a cadeia de produção, desde o desenho no papel até a forma de venda e promoção e aí é que está a pergunta mal respondida.

Um logotipo adequado, um impresso bem pensado, um produto bem desenhado são só partes de um processo que parte do chão de fábrica e vai até a loja, lojistas, representantes, vendedores e anunciantes. É uma caminho longo, e dificilmente um designer atua em todas as fases.

Por isso, se seu cliente perguntar se o seu trabalho de design vai dar resultado em vendas, a resposta mais adequada é: você vai levar a sério o que eu falar, vai deixar eu interferir na sua produção, venda e ponto de venda? Meu trabalho como designer pode te ajudar a vender mais, mas isso não depende só de mim, mas até onde você quer que eu interfira.

8 de abril de 2011

Rapidinha: O logotipo de Boticário

Vejo por aí discussão acerca do acerto ou não da nova identidade visual do Boticário e acho essa discussão um tanto quanto inútil. O trabalho da identidade visual reforça muito dos valores e auxilia na experiência que o Boticário quer que seu cliente tenha, porém a estética (identidade visual) é só maquiagem. Se o conteúdo for ruim, o estudo e tempo gasto com a estética foi perda de tempo.

Uma identidade visual bonita e bem resolvida não garante maior número de vendas. O que garante número de vendas é a o atendimento, o status do produto e qualidade do produto. Ainda mais quando se trata de estética feminina a excelência do produto e o atendimento na loja são muito mais importantes que a identidade visual.

Se o Boticário não se atentar com todo o resto, o dinheiro gasto com a criação da identidade visual (e vai gastar muito mais ainda com a implementação do novo logotipo) foi jogado no lixo.


Imagem retirada do blog IdeaFixa

7 de setembro de 2010

Steve Jobs falando sobre Paul Rand

26 de agosto de 2010

Paul Rand Retrospective on Vimeo

24 de junho de 2010

Um pouco de branding

19 de abril de 2010

jon stewart e um pouco de branding...